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viernes, 26 de junio de 2009

Carlos Drummond de Andrade


Mortos que andam

Meu Deus, os mortos que andam!
Que nos seguem os passos
e não falam.
Aparecem no bar, no teatro, na biblioteca.
Não nos fitam,
não nos interrogam,
não nos cobran nada.
Acompanham, fiscalizam
nosso caminho e jeito de caminhar,
nossa incômoda sensação de estar vivos
e sentir que nos seguem, nos cercam,
imprescriptíveis. E não falam.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) es brasileño.
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